sábado, 22 de maio de 2010

Olhos cor de mel que refletiam o sol da manhã. Atraia borboletas. Quase me encantei com o frescor do momento. Mundos que nem sequer foram imaginados eram sugados pela minha sede de conhecimento. Parei para pensar que por trás de cada um daqueles rostos se escondiam truques para minha nova vida: calor, livros, café. Nisto se resumia. Expressão de uma alma agora, talvez, mais profunda que a propia arte ou a mais perfeita invocação da mesma. Jogos, sentimentos, infância: palavras simpaticas e significados constantes. Eu bebia o licor de toda uma juventude, doce como o mel e atraente como o escarlate. Já gozava de tanto prazer e implorava por mais. Já não me afirmava. Inocente e descuidado, diria até belo.

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